Crítica Literária ao livro ‘Símbolo Perdido’ de Dan Brown

 

Alerta de Spoilers!

Numa época em que proliferam teorias sobre o fim do mundo, o Apocalipse, 2012, a Profecia Maya, o juízo final e tudo o que diz respeito ao mundo que conhecemos, foi publicado o mais recente livro de Dan Brown, ‘The Lost Symbol’ ou, traduzido para português, ‘O Símbolo Perdido’.

 Claro está que, depois de tal introdução, surgem duas perguntas perfeitamente plausíveis para o leitor: o que é o Símbolo Perdido que merece o título de um romance que mistura ficção com realidade? E porque se relaciona um livro sobre maçonaria (sim, o livro fala-nos principalmente sobre este grupo que cultiva a filantropia e valores como a liberdade, democracia e igualdade) com o fim do mundo?

Todos devem saber que a personagem fulcral é o famoso e aclamado Robert Langdon, já tão conhecido depois das suas aventuras no Vaticano e em Paris. Aqui, ele terá de se embrenhar numa nova aventura, desta vez para perceber um mapa antigo e maçónico, que o conduzirá a um lugar onde estão guardados os Mistérios Antigos, dos quais fazem parte os conhecimentos valiosos, sobre a humanidade, a natureza, a ciência e todo o mundo que conhecemos.

Numa viagem alucinante pelo coração da capital dos EUA, Langdon desenvolve o seu projecto debaixo de grande pressão, no breve período de 12 horas, numa corrida louca para conseguir encontrar os Mistérios Antigos e para que, dessa forma, possa revelar ao raptor do seu melhor amigo, uma palavra antiga e poderosa, que deverá ser tatuada no seu corpo. O principal objectivo do raptor é, portanto, obter conhecimento para que se consiga tornar num ser divino.

Misturando Maçonaria com uma nova ciência, a Noética, a escrita de Dan Brown é ainda inovadora, porque apesar de termos uma surpresa quanto á identidade do verdadeiro conspirador, já não encontrámos aquele cliché em que o vilão é, afinal, o aliado mais inesperado. É importante referir também que este romance, ao contrário dos dois livros anteriores, não envolve Robert em nenhum caso amoroso e não faz referências a anteriores.

No fim, falando do Apocalipse, Dan Brown explica este fim do nosso mundo com uma teoria muito mais plausível, que só poderá ser descoberta se os leitores se atreverem a partir nesta demanda pelo conhecimento antigo e para conseguirem encontrar o Símbolo Perdido!

Com uma escrita fluente, por vezes complexa devido a noções científicas, com capitulo curtos e de leitura fácil, que prendem o leitor às páginas do livro!

 Recomendo a leitura!

Nota: 7 (escala de 0 a 10)

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