Atenção: O seguinte texto contem spoilers.

Quem foi ao cinema para ver CGI e efeitos especiais no seu melhor, saiu da sala mais que satisfeito.

Quem foi para ver uma história complexa, cheia de detalhes científicos e fundamentados, pode sair desiludido.

Rolland Emmerich volta ao ataque com o seu filme de eleição: teorias apocalípticas, o mundo em pleno caos, desastre atrás de desastre. Desta vez baseia-se na teoria que tem percorrido a internet, de que ao acabar o calendário Maia, estes previram o fim do mundo. O que provoca isso no filme, é o aumento súbito de neutrinos no Sol, que começam a derreter o núcleo da Terra, o que deixa as placas tectónicas fora de controlo.

É um filme intenso e de suster a respiração, tal é a qualidade  e realidade dos gráficos. Talvez o propósito deste filme fosse elevar a barra para todos os filmes de destruição e apocalipse, com tsunamis, vulcões, explosões, terramotos, o movimento polos magnéticos e das placas tectónicas, está lá tudo, em momentos cheios de acção.

O filme segue a história de um escritor (John Cusack), divorciado, a trabalhar como motorista para um homem russo e rico, que terá de salvar a família da morte iminente. Por outro lado, vemos também a história do lado do governo, quando seguimos Adrian (Chiwetel Ejiofor) como o conselheiro do governo que soube primeiro do que realmente se passava.

Como muitos dizem, a história em si tem falhas. As explicações científicas também. Há vários clichés, como as mortes do “vilão”, dos amantes, incluíndo do marido da ex-mulher do herói, o que faz com que a família fique junta de novo.  Se o centro da Terra começa-se a aquecer como aqueceu, a superfície terrestre há muito estaria estorricada. Há aspectos forçados, mas as personagens são credíveis o suficiente.

Agora a pergunta é: vamos ao cinema ver um filme deste género para ver acontecimentos completamente justificados, com provas científicas ao lado de todos os factos, com personagens desenvolvidas até ao amâgo e uma história sem buracos no plot? Ou vamos ver o filme para ficarmos suspensos na acção, nas explosões, na história de fantasia (pois que prova científica há que o fim do calendário Maia trará consigo o fim do mundo?) e para sairmos de lá maravilhados com o que as novas tecnologias gráficas conseguem fazer?

Não aconselho o filme a quem for para lá analisar todos os pormenores e reparar em todas as falhas, pois não nego que as haja. Mas aconselho a quem vá para se encostar na cadeira e aproveitar o bombardeamento de efeitos especiais e aventura. Mais um filme típico de Roland Emmerich.

Nota: 75%

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