Estudantes

Terminou hoje, dia 23, a 1ªa fase dos exames nacionais em Portugal: foram seis longos dias (uma verdadeira jornada para muitos estudantes!), que começaram no dia 16, com uma das provas específicas, Português, que é essencial para grande partes dos alunos que se pretendem candidatar ao acesso ao ensino superior. Esta jornada de estudo e avaliação terminou hoje de tarde, com a última prova: História A. Mas isto não fica por aqui…

Todo o clima das provas é sempre acompanhado por estudantes e professores: os avisos prévios sobre os exames, as assustadoras burocracias para nos inscrevermos na prova com não sei quantos meses de antecedência, os trabalhos de casa extra, os medos de não conseguir atingir uma meta estipulada, o risco de baixar a nota de final de ano, a prerssão imposta por nós mesmos e pelos nossos pais, as semanas para ficarmos em casa a estudar horas e horas a fio… tudo isto para desaparecer aproximadamente em três escassas horas, onde expomos os nossos conhecimentos.

Como estudante do 11º ano,  vejo a utilidade e a necessidade de fazer exames, porque fiz dois exames este ano (MACS e Geografia) e apesar de toda a pressão e estudo percebi que me senti ‘concretizado’  no momento em que saí das salas e gritei, interiormente: Estou de férias! Os exames não servem apenas para testar os nossos conhecimentos, servem também para nos prepararmos para desafios maiores em que estaremos debaixo de uma pressão que nos parecerá insuportável. Temos sempre de nos lembrar do ditado popular ‘De grão em grão,a galinha enche o papo’. Sempre que nos esforçamos alcançamos sempre uma vitoria.

Além disso, temos de pensar que este é um momento de justiça em alguns casos: a Justiça dos Exames. Existem milhares de alunos que têm notas injustas ao longo dos anos em que aprenderam: uns têm notas baixas, talvez porque não estudaram o suficiente; outros alcançam notas excelentes, mas muitas vezes, se analisarmos cuidadosamente, percebemos que o Santo Olho do Copianço foi um grande benfeitor; e existem sempre os casos de honestidade, daqueles que a partir do esforço, empenho, atenção e inteligência conseguem os valores que merecem.

Bem, ao falar da Justiça dos Exames, refiro-me em especial a dois casos: em primeiro lugar, falarei dos ajudados pelo Santo Olho do Copianço. Será possível copiar numa prova de exame? Até mesmos os baldas e aqueles que estão na escola para fazer a vontadinha aos pais não se devem atrever a copiar(julgo eu)… veremos realmente a faceta desses estudantes quando saírem as pautas com as notas?

Mas existem sempre aqueles casos de injustiça (o tal caso nº 2): imaginemos que um excelente aluno (daqueles que preferem ficar em casa a estudar do que saírem à rua num dia em que todos deviam estar na praia) tem azar num exame, muito má sorte (ou erra numa questão ou não tem tempo para terminar) e baixa de um pomposo e brilhante 19 para um medíocre e abominável 13. Ficaria, com um 16 como nota final! Seria justo ser assim tão prejudicado o seu trabalho perfeitinho durante dois ou três anos porque teve aquela nota em três horas? Deveriamter os exames tanto peso na nota final?

Não me compete a mim esclarecer estas questões.

Mas dá para entender, que este clima de terror exerce grande pressão sobre os estudantes: e depois de provas dolorosas vêm ainda comentários a referir o facto de o exame ser muito fácil, ser muito elementar, ser feito para crianças e por aí fora… Não será isto também injusto para quem faz os exames? Que poder e razão têm os comentadores para perceber a complexidade de uma Prova senão estiveram lá, sentados numa sala, entre alunos silenciosos com quem nunca falaram, observados por um Professor que nunca viram?

Agora, dia 7 de Julho veremos os resultados da 1ª fase  para acolhermos, logo dia 13 de Julho, a 2ª Fase. Esperaremos e quando os resultados saírem, por favor, não venham dizer que é uma vergonha e que temos os piores resultados de sempre!

Anúncios